MAZELAS DA JUSTIÇA

Neste blog você vai conhecer as mazelas que impedem a JUSTIÇA BRASILEIRA de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir sua função precípua da aplicação coativa das leis para que as leis, o direito, a justiça, as instituições e a autoridade sejam respeitadas. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, traficantes, mafiosos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. Está na hora da Justiça exercer seus deveres para com o povo, praticar suas virtudes e fazer respeitar as leis e o direito neste país. Só uma justiça forte, coativa, proba, célere, séria, confiável, envolvida como Poder de Estado constituído, integrada ao Sistema de Justiça Criminal e comprometida com o Estado Democrático de Direito, será capaz de defender e garantir a vida humana, os direitos, os bens públicos, a moralidade, a igualdade, os princípios, os valores, a ordem pública e o direito de todos à segurança pública.

sexta-feira, 12 de março de 2010

ARISTOCRÁTICO - Judiciário promove uma sangria nos cofres gaúchos.


COMO SE CAÍSSE DO CÉU - PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA - ZERO HORA, 12/03/2010.

Por um ato administrativo do Tribunal de Justiça, desembargadores, juízes e pretores, ativos e inativos, além de pensionistas, receberão, como se caísse do céu, uma bolada que deve chegar, em média, a R$ 200 mil. O valor exato depende do cargo que ocupavam entre setembro de 1994 e fevereiro de 1998. Na prática, a origem dessa dívida que o desembargador Leo Lima prometeu pagar ao assumir a presidência do Tribunal de Justiça é o auxílio-moradia pago pela Câmara aos deputados federais.

Os magistrados não querem falar em auxílio-moradia. Alegam que, como o valor era pago em dinheiro (para quem não quis morar em apartamentos funcionais), essa parcela teria de ser considerada remuneração. Em nome da isonomia, o Supremo Tribunal Federal estendeu o auxílio-moradia a seus ministros. Em 2002, ao julgar demandas de associações estaduais de juízes, o Supremo decidiu que cabia o pagamento dessa parcela de 1994 até 1998, quando ela foi incorporada ao subsídio.

O caminho para entender o pagamento é quase tão tortuoso quanto as diferenças da URV, mas o resultado é simples de entender: o contribuinte vai arcar com uma conta que, calculada por baixo, chega perto dos R$ 300 milhões.

A primeira parcela já foi paga na semana passada. As demais dependerão de disponibilidade no orçamento do Judiciário. Um desembargador que nos anos 90 era juiz em Porto Alegre recebeu R$ 4,9 mil de reforço no contracheque nesse primeiro repasse.

O presidente do Conselho de Comunicação do Tribunal de Justiça, desembargador Túlio Martins, diz que tudo foi feito de forma transparente:

– No dia da posse, colocamos no site que o desembargador Leo Lima iria pagar esses atrasados, reconhecidos pelo Supremo. Cópia do ato foi encaminhada ao Conselho Nacional de Justiça e ao Tribunal de Contas do Estado.

Sangria nos cofres gaúchos - Gab. do Deputado Nelson Marchezan Júnior

Assim como no pagamento da diferença referente à URV, onde por uma decisão administrativa do Tribunal de Justiça (TJ/RS), que custou ao bolso dos contribuintes gaúchos mais de R$ 2,5 bilhões, o Tribunal gaúcho tomou outra decisão que poderá ser copiada novamente pelo Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado. Da mesma forma como ocorreu com a URV, mais alguns milhões estão sendo tirados do bolso do contribuinte para satisfazer eventuais “prejuízos” desses servidores públicos.

O Ato 007/2010-P dispõe sobre o pagamento retroativo de auxílio moradia a todos os desembargadores, juízes de direito e pretores, ativos e inativos, assim como aos pensionistas. O benefício refere-se à complementação do auxílio moradia concedido a título de equiparação salarial com os deputados federais e será pago com juros e correção monetária, referente ao período de setembro de 1994 a fevereiro de 1998, em valores que variaram, nesse período, de R$ 470 em setembro de 1994 a R$ 2 mil em fevereiro de 1998, por mês.

Num cálculo aproximado, significa dizer que o auxilio mensal de R$ 470 chegaria hoje a R$ 2 mil em valores corrigidos. O auxílio de R$ 2 mil por mês, também corrigido, chegaria a R$ 5,5 mil. Esses valores, multiplicados por 40 meses, acrescidos dos juros de mora (ainda não sabemos a taxa que será utilizada) é o valor que cada juiz ou desembargador receberá individualmente.

Para alguns, é o trem da alegria. Para outros, é menos saúde, menos segurança, menos educação, estradas, menos aumento para Brigada Militar, Polícia Civil, professores, etc.

Para mim é uma sangria do erário público e espero conseguir que seja declarado ilegal, como deve ser também a URV. A dúvida é: depois que esses bilhões escorreram do bolso do contribuinte e dos serviços essenciais que poderiam ser realizados com ele, quem vai buscar este dinheiro de volta?

Nelson Marchezan Júnior
Deputado Estadual e presidente Comissão de
Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle
Gabinete do Deputado Estadual Nelson Marchezan Jr. | Fone: (51) 3210-2330 begin_of_the_skype_highlighting              (51) 3210-2330      end_of_the_skype_highlighting
Assembléia Legislativa do Estado | Praça Marechal Deodoro, 101/7° Andar - Sala 702,
Porto Alegre/RS |CEP. 90010-300

Um comentário:

  1. T.C. OTACILIO MAIA CARDOZO remeteu por email em 12 de março de 2010 às 11:38, o seguinte comentário:

    Primeiro quero dizer que sua coluna para mim é indispensável, leitura obrigatória, parabéns pela coragem e competência. O que me deixa triste neste Pais é que o poder Executivo é o primo pobre do poder Judiaciario e do Legislativo.

    Sabemos que o Judiciario é fundamental na aplicação das leis e garantia dos direitos individuais e coletivos e, o Legislativo na elaboração do regramento e fiscalização do Executivo, entretanto, a harmonia dos poderes também prevê isonômia entre remuneração entre cargos semelhantes.

    Vejamos por exemplo, o candidato a juiz deve possuir o diploma de bacharel em ciencias jurídicas e sociais, DIREITO, mesma exigida para Delegado e ingresso como Oficial da BM, estes ultimos, em final de carreira, ou seja, com mais de 30 anos de serviço árduo em contato direto com o que a sociedade tem de pior, não passam de R$ 11.000,00 brutos, enquanto um jovem magistrado em inicio de carreira ganha muito mais que isso, bem mais…

    Aí somos criticados por lutar por melhorias salariais, cobrar a sonegação do reajuste retroativo a março de 2009 é um escândalo, assim tratado pelo governo e pela imprensa, mas o que é esse AUXILIO MORADIA DO JUDICIARIO?

    Enquanto nós da Brigada Militar e da Polícia Civil, somos transferidos para satisfazer ou dar resposta a políticos e a comunidade, não temos qualquer auxílio e os Magistrados, gozam da inamovibilidade e ainda tem Auxílio Moradia.

    Nenhum de nós ingressa na carreira como Coronel, para chegarmos a esse posto, sao necessarios além da formação universitária de Direito, Curso Superior de Policia Militar, a nivel de graduação e, Curso Avançado de Administração Policial Militar e Curso de Especialização em Politicas e Gestão em Segurança Pública, em nível de Pós Graduação, além de cursos de especialização durante a carreira, quais os cursos que os magistrados têm que frequentar como requisitos para promoção?

    Até quando perdurará essa injustiça?
    Isto não é uma critica e sim um desabafo.

    OTACILIO MAIA CARDOZO
    Ten Cel QOEM Cmt 17ºBPM

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